segunda-feira, 1 de agosto de 2011

7 DEGRAUS PARA COMEÇAR A FICAR MELHOR - DEGRAU 6



Judy Garland  é autora da seguinte frase: “Seja sempre uma versão de primeira categoria de si mesmo, em vez de uma versão de segunda categoria de outra pessoa”.

Pois é...  e aí?!

Pense na possibilidade de que cada um de nós vem a este mundo com uma espécie de erro que precisa ser corrigido. Agora pense que na medida em que caminhamos, verificamos diversas falhas que sabemos que podem atrapalhar na correção final se nao as corrigirmos instantaneamente. Acionamos então, nossa força interior para nos ajudar a realizar  as operações de reajustes que até entao pareciam desnecessárias ou impossíveis. E assim, ao passar dos anos percebemos que somos seres-pensantes ou, ainda melhor, seres-criadores.

Seres-criadores pensam, criam, realizam coisas, e chegou o momento, nesse sexto degrau, de entendermos isso e mais um pouco. Vamos lá...

Realizações dependem de sabermos que somos perfeitos simplesmente da maneira que somos. É claro que devemos sempre estar abertos para encarar verdades desconfortáveis sobre nós mesmos e mudarmos de acordo com essas descobertas. Mas, é importante estarmos conscientes da perfeição em nossas vidas.

Você já sobreviveu a um período difícil e só mais tarde percebeu que a jornada toda ocorreu exatamente como deveria ser? Isso acontece porque a perfeição está sempre dentro de nós. É uma faísca de Deus.

Muitas religiões colocam Deus lá fora, como uma força todo-poderosa. Mas a gente pode pensar diferente. A força todo-poderosa que quer nos dar toda a plenitude do mundo pode estar dentro de cada um de nós.

Nós somos seres extraordinários, acreditem.

Veja só, é muito fácil dizer que tem medo, que não sabe ou que nunca vai conseguir. E se você é uma dessas pessoas que gosta de tudo muito fácil, você tem duas escolhas a partir de agora, ou acione o mecanismo de mudança que existe aí dentro de você ou continue lendo esse texto e chegue no máximo à uma compreensão utópica de vida.  

Pra àqueles que querem mais, o momento pede uma mudança de consciência: é preciso entregar a parte de nós que fala, por qualquer que seja o motivo, “eu não sou capaz”. É a parte de você que acha que na realidade você está sozinho na sua luta, quando simplesmente não está.

Pra quem acompanhou o “Jornal Hoje” na rede globo essa tarde, viu uma matéria que dizia que sete milhões de atuais alunos brasileiros repetiram o ano letivo ou estão atrasados na escola. Isso pode não te deixar perplexo, mas pode te fazer pensar pelo menos no por quê? 

Sete milhões de pessoas hoje no mínimo no Brasil não tem a menor idéia do que estão fazendo. Mais de sete milhões de brasileiros hoje estão dizendo a si mesmos insistentemente "eu não sou capaz" ou " eu estou muito bem aqui estagnado, obrigado".

Muitos não enxergam o quanto podem ser mais que bons. Muitos não veêm que podem ser extraordinários. Nós somos seres criadores e nos esquecemos disso muitas vezes no nosso dia-a-dia. Estamos muitas vezes preocupados com as contas, com a família, com o emprego e infelizmente nos esquecemos que podíamos estar fazendo muito mais, se não fossemos vítimas desse todo complexo social globalizado capitalista. 


Você não está sozinho! Você tem uma pessoa bem especial aí dentro de você. É o “você” que quer ir além, compartilhar, pensar na frente, realizar, somar, contribuir e amar incondicionalmente.

Hoje, permita-se mais, crie um apoio extra para acessar a versão de si mesmo que passou em todos os testes. A sua versão mais “Power”. Use esse tempo para fazer grandes melhorias em seus relacionamentos, na situação do seu trabalho, saúde e em todas as partes da sua vida que precisam ser transformadas. Hoje:

Isole-se do pensamento negativo.
Sinta o sabor da sorte, do destino, da pureza do caminho novo.

O que precisa ser mudado para você ser uma versão de primeira categoria de você mesmo, só voce sabe.

Fica a dica e vale ver o video aí em cima pra auto-inspiração.

“ Viver é desenhar sem borracha”. Millôr Fernandes

sexta-feira, 1 de julho de 2011

7 DEGRAUS PARA COMEÇAR A FICAR MELHOR - DEGRAU 5

Corra atrás do que é seu. Seja lá qual for o risco.

“Existe o risco que você não pode jamais correr, e existe o risco que você não pode deixar de correr.” (Peter Drucker)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

7 DEGRAUS PARA COMEÇAR A FICAR MELHOR - DEGRAU 4

Você conhece e eu também pessoas que andam por aí tentando em vão fazer com que outras pessoas se interessem por elas.

Por certo que isso nunca dará resultado satisfatório. As pessoas não estão interessadas em você nem estão interessadas em mim. Estão interessadas nelas mesmas – quando acordam, no almoço e quando vão dormir.

Uma pesquisa realizada algum tempo atrás por mim (há há) revela que 100% das pessoas quando olham uma foto em que está presente, se olham em primeiro lugar.
Quer ver? Me responde aiii... Quantas vezes você acha que pronunciou o pronome  pessoal “Eu” só hoje?! Hahaha.. Deixa eu te levar...

Já ouviu falar em Alfred Adler? Olha só, jogando no Wikipédia você encontra:
“Filho de judeus húngaros, formou-se em medicina, psicologia e filosofia pela Universidade de Viena. Praticou clínica geral antes de se dedicar à psiquiatria. Em 1902 foi trabalhar com Sigmund Freud, realizando pesquisas no campo da psicanálise. Mais tarde, desliga-se dele por considerar o fator sexual superestimado por Freud.

Adler é o fundador da psicologia do desenvolvimento individual. Segundo sua teoria, o meio social e a preocupação contínua do indivíduo em alcançar objetivos preestabelecidos são os determinantes básicos do comportamento humano, o que inclui a sede de poder e a notoriedade.”

O falecido Adler escreveu um livro intitulado: “What Life Should Mean to You” e nesse trabalho podemos encontrar a tênue e brilhante elucidação: "É o indivíduo que não está interessado no seu semelhante quem tem as maiores dificuldades na vida e causa os maiores males aos outros. É entre tais indivíduos que se verificam todos os fracassos humanos".

Ok. Ok. Eu não gosto muito de repetir, mas preciso relatar a genialidade desse famoso psicólogo vienense novamente e assim fazer com que o meu leitor pense:

"É o indivíduo que não está interessado no seu semelhante quem tem as maiores dificuldades na vida e causa os maiores males aos outros. É entre tais indivíduos que se verificam todos os fracassos humanos".

Veja bem, a dica de hoje é mais que uma dica é uma movimentação de peça importantíssima para o nosso crescimento pessoal. Mas deixe-me continuar pra explicar melhor.

Imagine o quadro: 

Você chega em casa depois de um longo dia de trabalho e se depara com um moleque sentado no meio da sala batendo os pés no chão e chorando. A razão? No dia seguinte será seu primeiro dia de aula no jardim de infância e ele está completamente aterrorizado.

A reação normal de um sujeito e pai cansado seria mandar o menino pro quarto e dizer que seria melhor pra ele mudar de ideia e dormir, porque no dia seguinte ele querendo ou não iria para a escola. Mas não. Stan Novak, citado pelo grande Dale Carnegie em sua obra de mais de 50 milhões de cópias espalhadas por todo o mundo - “How to win friends and influence people” - , fez diferente. 

Naquela noite Stan, parou pra pensar no ‘por quê’ que seu filho gostaria de ir ao jardim de infância e, junto com sua esposa, fizeram uma lista de todas as possíveis coisas agradáveis que o menino faria lá, tais como: pintar com os dedos, cantar, conhecer outras crianças, etc. Trataram então de colocar essas coisas em prática.

Com os dedos, ele, sua esposa e seu outro filho Bob, começaram a pintar sobre a mesa da cozinha, cantando e dando muitas risadas. Em quanto eles se divertiam, o moleque, que se chama Tim, apareceu pelos cantos e após alguns minutos vendo a alegria da família e como se divertiam, perguntou se podia participar. A resposta de Stan foi marcante: - Não, hoje não filho, você ainda vai aprender na escola como pintar com os dedos, daí poderá pintar com a gente. Em seguida, para não perder a oportunidade, explicou para Tim o quão divertido seria ir à escola e tudo de bom que o esperava por lá.

No dia seguinte Tim estava dormindo no sofá, e para surpresa de Stan, ao perguntá-lo do motivo de ele estar dormindo ali, o menino respondeu que não queria se atrasar para a escola e por isso havia acordado cedo e acabara dormindo novamente, desta vez, no sofá da sala de estar.

O entusiasmo daquela família fez o que nenhuma discussão ou ameaça faria. E essa é a grande dica de hoje. Se a gente quer convencer alguém ou ter a atenção de alguém para um determinado  assunto, precisamos pensar antes em como aquela pessoa poderá se interessar por aquilo. Uma atitude tomada assim evitará a nossa pressa e a falta de trato com outras pessoas tagarelando futilmente sobre nossos desejos.

Sorria, a escada já passa da metade.
Boas vibrações a todos.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

7 DEGRAUS PARA COMEÇAR A FICAR MELHOR - DEGRAU 3

Sem preconceito, sem preconceito, sem preconceito!

Que diferença faz se eu sou preto, branco, rico ou pobre?!
Que diferença faz se eu sou do morro ou do asfalto?!
Que diferença faz se meu cabelo é enrolado ou liso?!

Infelizmente, volta e meia a gente sente algum tipo de preconceito. Amarelo, azul, branco, rosa ou vermelho. Você sabe como é...

O texto de hoje é voltado pra essa questão, porque pra começar a ficar melhor a gente precisa aprender que antes de julgar alguém, seja pelo motivo que for, a gente precisa abaixar a cabeça, olhar pra dentro de nós e perceber o quanto é interessante não saber porra nenhuma de nós mesmos.

Pois bem, o tal do Wikipédia me contou que Preconceito (prefixo pré- e conceito) é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, "racial" e "sexual".

De modo geral, o ponto de partida do preconceito é uma generalização superficial, chamada "estereótipo". Exemplos: "todos os alemães são prepotentes", "os americanos formaram grandes grupos arrogantes", "todos os ingleses são frios". Observar características comuns a grupos são consideradas preconceituosas quando entrarem para o campo da agressividade ou da discriminação, caso contrário reparar em características sociais, culturais ou mesmo de ordem física por si só não representam preconceito, elas podem estar denotando apenas costumes, modos de determinados grupos ou mesmo a aparência de povos de determinadas regiões, pura e simplesmente como forma ilustrativa ou educativa.

Observa-se então que, pela superficialidade ou pela estereotipia, o preconceito é um erro. Entretanto, trata-se de um erro que faz parte do domínio da crença, não do conhecimento, ou seja, ele tem uma base irracional e por isso escapa a qualquer questionamento fundamentado num argumento ou raciocínio.

Os sentimentos negativos em relação a um grupo fundamentam a questão afetiva do preconceito, e as ações, o fator comportamental. Segundo Max Weber, sujeitinho que viveu bem antes da gente nascer, o indivíduo é responsável pelas ações que toma. Uma atitude hostil, negativa ou agressiva em relação a um determinado grupo, pode ser classificada como preconceito. E geralmente vai ter volta. Enfim, não ter preconceito é possuir sabedoria suficiente para não atrair para si mesmo coisas ruins. Ontem foi até interessante ouvir de uma garota ae, sem ela saber que eu estava escrevendo sobre isso, que “a gente atrai o que a gente transmite.” E essa frase cai como uma luva nessa questão.

Sendo assim, a dica de hoje é: faça teu próprio estilo, faça o que você gosta, se vista como você quiser. Fale, grite, cante. Tudo do seu jeito. Só não esquece do tal respeito ao próximo. ok?! O resto é tudo blá blá blá de uma sociedade nojenta e hipócrita. Passa o corretivo.

Só pra finalizar: Não ao ódio, ao egoísmo e a falsidade. A gente merece um banho de amor e caridade. Fazer o bem nos reflete somente bondade. Se voce é preconceituoso nunca vai sentir o que é amor de verdade. Diz aiii se não rimou?! hahaha ;)
  
“Viva sua vida sem medo de arriscar. Se vai dar certo ou não o importante é tentar.”
Sejamos melhores. Sejamos nós mesmos.

sábado, 30 de abril de 2011

7 DEGRAUS PARA COMEÇAR A FICAR MELHOR - DEGRAU 2

Tem dias que não tem jeito, por mais que você se conheça, se autodenomine “seguro” em suas atitudes e em sua vida, as coisas podem não sair bem do jeito que você imaginou. Mas não se preocupe, isso tem nome: 

Álcool.

Quer rir? Então imagina essa cena:
Você entra na Royal, na Pachá ou na El Divino e olha pra um lado, olha pro outro e encontra nada mais nada menos que todos os possíveis amores da sua vida. 

Quê?! Toooodos?!

Ok. Ok. Recapitulando...

Você está solteiro(a), entra numa boate em uma sexta-feira de lua cheia, louco(a) pra encontrar aquela pessoa maneira que você já conhece mais ou menos dentro da sua cabeça mas ainda não conhece pessoalmente, daí olha ao redor e, grita: “Uhuuuuul!! vamo quebra-aar tuu-uudo!” Hahá!

Meu irmão, minha irmã, a matemática é simples: Você começou tudo errado! 

O lado positivo disso é que você realmente vai se divertir. Mas e aí? E aquele foco inicial e positivo de encontrar o amor da sua vida?

É.. ficou pra outro dia.. mas não tem problema, né?!

Acordaaaa oleê oleeê!

Perdeu o foco, problema numero 1.
2 - aquela energia boa, não precisa ser gerada por uma substância que é maléfica pro seu corpo! 
3 - Voce acaba de perder uma batalha por W.O.

Enfim, muita bebida nunca é bom, e eu não vou entrar aqui naquele blá blá blá que todo mundo já conhece a respeito dos malefícios que a bebida causa. O motivo pra escrever esse texto como sendo o “segundo degrau para começar a ficar melhor”, não foi pra dar palestra de pai, mãe, avô, avó e Detran, e sim foi pensando que se a gente quer ser melhor a cada dia, a gente precisa começar pelo simples: 

- Afastar qualquer tipo de substância, energia, ou coisa que não nos faça bem, fica sendo o nosso segundo passo.

Não só o álcool, mas toda e qualquer coisa que te leve pro “lado negro da força” não é positivo pro seu crescimento pessoal. E você sabe do que eu estou falando. Quando a gente está em um caminho “sem vida” a gente sabe. Todo mundo sabe o que é bom e o que é ruim pra si. O que nos basta é a escolha.

Se você tem alergia a camarão, por exemplo, você, mesmo achando camarão sensacional, não vai comer, porque sabe que aquilo vai lhe fazer um mal posteriormente. A esse exemplo ridículo, e com muita pena de quem tem alergia a camarão, eu interligo a questão das coisas e substancias maléficas a nós. 

Por que a gente continua “comendo” essas "sunstâncias", mesmo sabendo que depois teremos uma reação “maléfica”? Só porque é gostosa? 

Não faz sentido...

Veja bem, eu não estou dizendo que a gente deve parar de beber, fumar e fazer um pouquinho de sacanagem, até porque o último faz muito bem à saúde. O que eu quero passar é que moderadamente e conscientemente, tudo é saudável.

A questão aqui é nosso crescimento pessoal. Então sob esse foco, eu posso afirmar que tudo feito inconsciente e não-moderadamente não ajuda na tal subida do degrau.

A gente não precisa parar de viver, de amar e de rir para crescer pessoalmente, o importante é saber sempre dosar tudo, afinal, na vida não há regras, a gente só as constrói para não nos auto-destruirmos.


A dica é: Liberte-se daquilo que não te faz bem. 


quinta-feira, 31 de março de 2011

7 DEGRAUS PARA COMEÇAR A FICAR MELHOR - DEGRAU 1



Quando você tiver oitenta anos e, sentado numa cadeira de balanço, refletir sobre a vida que teve, como irá se sentir?

A resposta não será dirigida para ninguém além de você mesmo; não o será para sua esposa, seus pais ou seus colegas de trabalho.

O que você fez com a vida que lhe foi dada de presente?
Com certeza esta será uma questão importante no futuro.
                     
A brincadeira toda começa aí...

Você se lembra de quando era criança e acreditava em conto de fadas, vestido branco, e no príncipe encantado que te levaria embora para um castelo na colina?

Papai Noel, o presente encantado, os ovos deixados pelo coelhinho da páscoa. A sua determinação em ser bom para merecer o melhor, você se lembra?

Você deitava na sua cama à noite, fechava os olhos e tinha completa e absoluta fé. Os sonhos e as fantasias estavam tão perto que você podia tocá-los. Mas, em algum momento, você cresceu e um dia você abriu os olhos e o conto de fadas tinha  desaparecido. Não foi assim?

Bolinha de gude, pipa, pião, ioiô, avião, cara suja e futebol. Pique-pega, pique se esconde, queimada, estilingue e policia e ladrão. Tudo ficou para trás.

E aí.. Puft! Esse é você hoje. A mesma criança que viveu, que correu, que chorou, que chamou de bobão, que bateu no irmão, que ficou de castigo, que amou na pureza do sentimento, simplesmente desapareceu.

Candido Portinari foi um artista que dedicou sua vida ao registro da cultura de seu povo e de seu país. Brasileiro, nasceu em Brodósqui, cidade do interior paulista, em 1903. Sua terra natal seria lembrada em suas pinturas. Na Fazenda Santa Rosa, onde morava, observava os colonos trabalhando na roça e, assim, pintava coisas e pessoas do interior, exaltando a gente que produz e trabalha pelo país.

A obra de Portinari foi intensa e diversificada. Pintou diferentes temas:  Tipos regionais do Brasil, como cangaceiros e índios; retratos; músicos; o homem do campo; mais, e principalmente, crianças. Portinari adorava pintar crianças brincando, e dizia: "Sabem por que que eu pinto tanto menino em gangorra e balanço? Para botá-los no ar, feito anjos."

A criança, agrupada em bandos, é apresentada com roupas claras e rústicas, geralmente em movimento, com gestos largos ou de posse de brinquedos manufaturados.  Espantalhos, pipas, luas e estrelas são elementos recorrentes que refletem o apego à cultura rural e à paisagem do interior do Brasil.

Mas por que falar de Portinari? Suba 2 parágrafos e leia denovo o que disse Portinari sobre o pintar “tanto menino em gangorra e balanço”. Pois é, Portinari entendeu.

Em algum momento da vida ele percebeu que precisava voltar a se lembrar. E o fez  através da pintura.

Aqui em segredo, a gente pode falar que a verdade é que é difícil abandonar completamente tantas fantasias. No fundo a gente guarda um mínimo de esperança e fé de que um dia vamos abrir os olhos e tudo aquilo que a gente sonhava está lá, docemente real. Um mundo legal. Um mundo feliz. Um mundo mágico.

Só que pra isso a gente precisa lembrar como era esse mundo.

Quem nos criou, nos ajudou e estava ao nosso lado quando nada sabíamos?  Quais gestos e sutilezas que nos marcaram? Quais diferenças? Quais livros ficavam na cabeceira? Quais cores gostavamos mais? Lembre-se dos abraços e dos beijos puros da infância.

Então, a dica de hoje pra subir o primeiro degrau é a seguinte:

PARE, livre-se de tudo que te liga ao presente nesse momento, recorde-se e faça um passo à passo de como você era quando criança. Daí, questione-se a respeito dos “por quês” e dos “como” você chegou aonde você está hoje. Então vai ficar bem fácil distinguir o que você fazia de bom e não faz mais e o que você fazia de ruim e ainda faz. Daí já sabe, reconfigure o que precisa ser acertado..

Não é tão fácil quanto parece, mas por que esperar até os oitenta anos pra começar a pensar se a vida tem valido a pena? Faça isso por você, respire fundo e movimente-se ao passado, depois você me conta como os outros degraus parecem tão fáceis.

"Aquele que controla o presente, controla o passado. Aquele que controla o passado, controla o futuro. " ( George Orwell )

terça-feira, 29 de março de 2011

Tive uma ideia!

Ideias, ideias e mais ideias! "Mas de que vale seu cabelo liso e as ideias enroladas dentro da sua cabeça?!"

É, é, é a implicante da Ana Carolina que tava inspirada no momento da composição artística, mas de contra-ponto foi (pra minha sorte) uma menina chamada Luisa Saiani que  num dia de muita reflexão acabou por colocar essa frase no profile dela, em um site de relacionamento social, o que sutilmente acarretou que achei interessante o blá blá blá, conheci a Luisa e  após pedir sua autorização pra escrever sobre o assunto... Tive uma ideia...

Se pegarmos o Dicionário de Filosofia e Psicologia (Dictionary of Philosophy and Psychology), Stout e Balwdin dão a seguinte definição de ideia: “Ideia é a reprodução, através de uma imagem mais ou menos adequada, de um objeto que na realidade não está presente nos sentidos.

A antropologia cultural admite a existência de ideias que se transmitem não só de pessoa para pessoa mas também de uma cultura para a outra. Afirmam alguns especialistas que, no fundo, todas as culturas assimilam ideias de culturas originais, criando mosaicos culturais que se ajustam entre si de modos específicos.

Teóricos da chamada “teoria evolucionária difusionista” (evolutionary diffusion theory) defendem o ponto de vista de que as culturas se influenciam uma às outras, podendo no entanto desenvolver simultaneamente ideias semelhantes.

Se você parar e pensar um pouquinho no que acabou de ler, vai perceber que a tal da ideia é mais interessante do que parece. Veja bem.

Uma pessoa desenvolve-se mental, espiritual e fisicamente usando coisas materiais, é assim que funciona toda a organização social nos dias de hoje. Pois bem, você vai ao shopping, não tem a menor ideia do que quer, mas chegando lá, você (mulher) se depara com uma bolsa que encaixa perfeitamente com a sua ideia de perfeição. Ok. A bolsa é comprada, o marido é saqueado, e o mundo continua lindo, leve e com o belíssimo sorriso da garota de Ipanema. Mas o que importa aqui é exatamente o “por quê” e o “como” a ideia surgiu e tornou o mundo daquela pessoa naquele momento mais feliz.

Quando acordamos todos os dias, nós temos uma breve e rápida ideia de como o dia irá transcorrer. Escovar os dentes, comer um bom café da manha, estudar, se exercitar fisicamente, ligar para ela, pular de pára-quedas, sorrir com os amigos, ligar pra ela, encontrar com ela, você já entendeu. O lance todo é que existe ai infinitas possibilidades de coisas a serem feitas e ideias a serem formadas ao longo do seu dia. Pensando nisso, eu que nem sou tão inteligente assim, cheguei a uma conclusão... tchã tchã tchã!  Nas belissimas palavras da minha excepcional vovó: FOCO, menino!

Se você se deixar levar, como a mulher no shopping sem a menor ideia do que quer, você vai continuar caminhando como o Zeca Pagodinho. Ahhh mas isso é bom, deixa a vida me levar! Sim, sim, eu não disse que é ruim, só que um dia você pode acabar parando e vendo a besteira que foi não ter sua vida sobre suas próprias rédeas.

Manipulação de ideias é a minha dica. Programe-se com um foco sempre maior do que você possa alcançar sem a idéia, e tenha a certeza que com o tempo ela surgirá. Muitas vezes uma ideia genial, surge num momento de descanso da mente, por isso é necessário o foco. 

Quanto mais a gente pensa sobre determinado assunto, mas a gente exercita o cérebro a desenvolver uma operação matemática mais complexa. Daí acaba por vir não só a boa ideia, mas com ela a felicidade e a sensação de harmonia com o mundo em que vivemos.

A humanidade é interessante, e as ideias são frutos da mente humana. Pense nisso, porque o segredo do sucesso na vida pode estar em ser o que você quer ser. E qual ideia você tem disso?


“A vida é como um espelho, quando sorrimos pra ela, ela sorri pra nós.” 
(Dito Popular)

domingo, 27 de março de 2011

E aí?


A rua estava inundada, enlameada, perdida no esquecimento de todos os que por lá não passavam. Umas dezenas de miúdos dirigiam-se para a escola… era mais um dia invernoso em que a imposição de aprender os obrigava a levantar da cama de manhãzinha, bem cedinho, ainda o dia não irrompera pelas trevas noturnas.

Agasalhados e munidos de guarda-chuvas atreviam-se a romper o frio à procura do saber. Uns faziam-no de livre vontade, mas a maior parte nem por isso. As botas escuras acastanhavam-se com a lama… a autarquia ainda não se lembrara da necessidade de pavimentar a rua.

Das dezenas de miúdos que se dirigiam para os edifícios da sapiência, um deles revolvia-se pela lama como um porco numa furda. Esquecido por todos os outros fora atirado ao chão por alguns deles. A roupa que a mãe lhe preparara com diligência conspurcava-se na terra barrenta. A face salpicada de sujidade parecia permanecer impassível, séria e fria, num sentimento de quem nada podia fazer para mudar o estado das coisas.

No entanto, não era bem o sentimento de impotência que o absorvia, mas sim a consciência de que as coisas eram assim e não valia a pena o trabalho de as tentar mudar. Ergueu-se como se nada se tivesse passado… a melhor forma de nos alhearmos do que nos humilha é fingir que essas coisas são nada. Verificou o estado da mochila… a sua preocupação centrava-se apenas na possibilidade da lama ter penetrado nos livros e nos seus cadernos de poesia… sim, porque para ele não valia a pena ter cadernos todos abonecados para as disciplinas. Talvez pouca coisa valha mesmo a pena… mas não querendo contrariar o adágio de um poeta coloco já aqui um ponto final neste assunto.

Isto no fundo é preguiça, mas decerto que todos compreendem os preguiçosos… se nada fazem, a possibilidade de fazerem coisas desagradáveis é bem menor.
Mais valia que estivéssemos todos quietos… mas toda a gente pensa que a vida se manifesta pelo movimento… enfim, andamos todos enganados e somos felizes com isso. Esquecia-me de referir que a possibilidade que causava a preocupação do miúdo não se realizou…

Quem conseguiu chegar até aqui na leitura ou é muito chato ou está realmente tentado a ser melhor e melhor a cada dia.
Faz assim óh, abre uma “nova aba” vai no google e digita “texto chato”, possivelmente o primeiro site que aparecer foi da onde saiu esse “texto” ai.

Por quê?

Primeiro passo, vencer a preguiça de ler um texto, mesmo que ele seja chato. Rompa a barreira do pré-conceito.

Segundo passo, esquecer a idéia de me socar e ler só mais duas coisas que eu tiro do coração pra finalizar:

1 – Siga o que você gosta de fazer.
2 – Mantenha contato com os amigos.

A vida passa, a vida é breve e, infelizmente, você nunca vai conseguir vencer os juros compostos.
Se você economizar uma quantia fixa aos vinte e seu irmão gêmeo, aos trinta, aos 65 anos você vai ter duas vezes mais dinheiro do que ele.

Isto também vale para o seu investimento em amor e carinho.
Nunca é muito tarde pra começar.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Hábito novo, vida nova!

Uma das coisas mais difíceis da vida é criar o tal do “hábito”.

Para começar a escrever esse blog eu demorei cerca de 6 meses só pensando no assunto. Não que eu seja lerdo, ou me falte uma pitada de motivação para colocar meus objetivos em ação, mas o principal motivo foi simplesmente o fato de que essa criação não era uma prioridade em minha vida naquele momento.

Assim como eu, existem milhões de pessoas espalhadas por esse “Brasilzão”, que têm uma idéia e as não coloca em prática. Mas o que me fez mudar de idéia? 
Bem, lendo um artigo sobre os homens mais poderosos do mundo, eu descobri que o atual presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, estudou em Harvard e juntamente com ele outros 6 presidentes desse mesmo país. Mas o que me chamou a atenção sobre Harvard foi que entre tais presidentes eleitos que lá já estudaram, estava, nada mais nada menos, que John Fitzgerald Kennedy, que pra mim é um dos poucos homens dignos de terem sua história de vida estudada. 

Resumidamente, o dito cujo do Kennedy, queria uma aproximação maior com a União Soviética e uma gradual desmilitarização, já que não via num choque entre as duas potências uma solução das desavenças, fato que desagradou a maior indústria de armamento do mundo, a própria indústria americana. 

Promovendo trocas de membros do alto-escalão do governo e da CIA, por julgá-los ultrapassados, foi um dos principais líderes mundiais do século XX e seus discursos gravados até hoje causam emoção ao serem vistos. O jovem presidente americano sabia utilizar o poder da mídia e tinha o dom da oratória
Acho que nem preciso falar que ele foi assassinado.

Ok. Mas o que isso tem haver com a minha mudança de idéia? 
Calma! Só pensa por enquanto...  Harvard, Harvard, Harvard...

Não parece estranho que uma universidade tenha tido como alunos, diversos dos homens mais poderosos do mundo? Não parece estranho tantos melhores estudarem no mesmo lugar?  Não. Não parece. Sabe por quê?! 

Porque isso já é habitual em Harvard, a busca pela excelência, pelo melhor. 

No filme The Social Network, dirigido por David Fincher, no qual conta a história da criação do site facebook, em uma das falas do diretor da Universidade de Harvard é citado que os alunos de Harvard buscam sempre novas idéia e algo que enriqueça a humanidade, preferindo se for preciso, criar um emprego que ainda não exista do que se sujeitar a um já existente.

Isso não é normal. Isso se chama superioridade. Isso se chama excelência.

Ok. Ok. Ok! esse blá blá blá todo é só pra dizer que nós capixabas, brasileiros, temos o poder de construir nosso futuro, através da reconstrução de hábitos e de linhas de pensamento.
E me parece que a idéia da criação do hábito é que você precisa se empurrar para a atividade algumas vezes, até que ela entranhe na sua cabeça.

Então prezados, a dica que fica é: ao invés de criarmos hábitos como ir dormir depois do almoço ou não perder um capítulo da novela das 8, tentemos ficar alguns finais de semana sem ir ao Triângulo e única e exclusivamente tirar o nosso tempo para investir numa atividade que ponha o nosso EU em primeiro lugar, daí vai ser fácil descobrir como ser uma pessoa melhor!