quinta-feira, 31 de março de 2011

7 DEGRAUS PARA COMEÇAR A FICAR MELHOR - DEGRAU 1



Quando você tiver oitenta anos e, sentado numa cadeira de balanço, refletir sobre a vida que teve, como irá se sentir?

A resposta não será dirigida para ninguém além de você mesmo; não o será para sua esposa, seus pais ou seus colegas de trabalho.

O que você fez com a vida que lhe foi dada de presente?
Com certeza esta será uma questão importante no futuro.
                     
A brincadeira toda começa aí...

Você se lembra de quando era criança e acreditava em conto de fadas, vestido branco, e no príncipe encantado que te levaria embora para um castelo na colina?

Papai Noel, o presente encantado, os ovos deixados pelo coelhinho da páscoa. A sua determinação em ser bom para merecer o melhor, você se lembra?

Você deitava na sua cama à noite, fechava os olhos e tinha completa e absoluta fé. Os sonhos e as fantasias estavam tão perto que você podia tocá-los. Mas, em algum momento, você cresceu e um dia você abriu os olhos e o conto de fadas tinha  desaparecido. Não foi assim?

Bolinha de gude, pipa, pião, ioiô, avião, cara suja e futebol. Pique-pega, pique se esconde, queimada, estilingue e policia e ladrão. Tudo ficou para trás.

E aí.. Puft! Esse é você hoje. A mesma criança que viveu, que correu, que chorou, que chamou de bobão, que bateu no irmão, que ficou de castigo, que amou na pureza do sentimento, simplesmente desapareceu.

Candido Portinari foi um artista que dedicou sua vida ao registro da cultura de seu povo e de seu país. Brasileiro, nasceu em Brodósqui, cidade do interior paulista, em 1903. Sua terra natal seria lembrada em suas pinturas. Na Fazenda Santa Rosa, onde morava, observava os colonos trabalhando na roça e, assim, pintava coisas e pessoas do interior, exaltando a gente que produz e trabalha pelo país.

A obra de Portinari foi intensa e diversificada. Pintou diferentes temas:  Tipos regionais do Brasil, como cangaceiros e índios; retratos; músicos; o homem do campo; mais, e principalmente, crianças. Portinari adorava pintar crianças brincando, e dizia: "Sabem por que que eu pinto tanto menino em gangorra e balanço? Para botá-los no ar, feito anjos."

A criança, agrupada em bandos, é apresentada com roupas claras e rústicas, geralmente em movimento, com gestos largos ou de posse de brinquedos manufaturados.  Espantalhos, pipas, luas e estrelas são elementos recorrentes que refletem o apego à cultura rural e à paisagem do interior do Brasil.

Mas por que falar de Portinari? Suba 2 parágrafos e leia denovo o que disse Portinari sobre o pintar “tanto menino em gangorra e balanço”. Pois é, Portinari entendeu.

Em algum momento da vida ele percebeu que precisava voltar a se lembrar. E o fez  através da pintura.

Aqui em segredo, a gente pode falar que a verdade é que é difícil abandonar completamente tantas fantasias. No fundo a gente guarda um mínimo de esperança e fé de que um dia vamos abrir os olhos e tudo aquilo que a gente sonhava está lá, docemente real. Um mundo legal. Um mundo feliz. Um mundo mágico.

Só que pra isso a gente precisa lembrar como era esse mundo.

Quem nos criou, nos ajudou e estava ao nosso lado quando nada sabíamos?  Quais gestos e sutilezas que nos marcaram? Quais diferenças? Quais livros ficavam na cabeceira? Quais cores gostavamos mais? Lembre-se dos abraços e dos beijos puros da infância.

Então, a dica de hoje pra subir o primeiro degrau é a seguinte:

PARE, livre-se de tudo que te liga ao presente nesse momento, recorde-se e faça um passo à passo de como você era quando criança. Daí, questione-se a respeito dos “por quês” e dos “como” você chegou aonde você está hoje. Então vai ficar bem fácil distinguir o que você fazia de bom e não faz mais e o que você fazia de ruim e ainda faz. Daí já sabe, reconfigure o que precisa ser acertado..

Não é tão fácil quanto parece, mas por que esperar até os oitenta anos pra começar a pensar se a vida tem valido a pena? Faça isso por você, respire fundo e movimente-se ao passado, depois você me conta como os outros degraus parecem tão fáceis.

"Aquele que controla o presente, controla o passado. Aquele que controla o passado, controla o futuro. " ( George Orwell )

terça-feira, 29 de março de 2011

Tive uma ideia!

Ideias, ideias e mais ideias! "Mas de que vale seu cabelo liso e as ideias enroladas dentro da sua cabeça?!"

É, é, é a implicante da Ana Carolina que tava inspirada no momento da composição artística, mas de contra-ponto foi (pra minha sorte) uma menina chamada Luisa Saiani que  num dia de muita reflexão acabou por colocar essa frase no profile dela, em um site de relacionamento social, o que sutilmente acarretou que achei interessante o blá blá blá, conheci a Luisa e  após pedir sua autorização pra escrever sobre o assunto... Tive uma ideia...

Se pegarmos o Dicionário de Filosofia e Psicologia (Dictionary of Philosophy and Psychology), Stout e Balwdin dão a seguinte definição de ideia: “Ideia é a reprodução, através de uma imagem mais ou menos adequada, de um objeto que na realidade não está presente nos sentidos.

A antropologia cultural admite a existência de ideias que se transmitem não só de pessoa para pessoa mas também de uma cultura para a outra. Afirmam alguns especialistas que, no fundo, todas as culturas assimilam ideias de culturas originais, criando mosaicos culturais que se ajustam entre si de modos específicos.

Teóricos da chamada “teoria evolucionária difusionista” (evolutionary diffusion theory) defendem o ponto de vista de que as culturas se influenciam uma às outras, podendo no entanto desenvolver simultaneamente ideias semelhantes.

Se você parar e pensar um pouquinho no que acabou de ler, vai perceber que a tal da ideia é mais interessante do que parece. Veja bem.

Uma pessoa desenvolve-se mental, espiritual e fisicamente usando coisas materiais, é assim que funciona toda a organização social nos dias de hoje. Pois bem, você vai ao shopping, não tem a menor ideia do que quer, mas chegando lá, você (mulher) se depara com uma bolsa que encaixa perfeitamente com a sua ideia de perfeição. Ok. A bolsa é comprada, o marido é saqueado, e o mundo continua lindo, leve e com o belíssimo sorriso da garota de Ipanema. Mas o que importa aqui é exatamente o “por quê” e o “como” a ideia surgiu e tornou o mundo daquela pessoa naquele momento mais feliz.

Quando acordamos todos os dias, nós temos uma breve e rápida ideia de como o dia irá transcorrer. Escovar os dentes, comer um bom café da manha, estudar, se exercitar fisicamente, ligar para ela, pular de pára-quedas, sorrir com os amigos, ligar pra ela, encontrar com ela, você já entendeu. O lance todo é que existe ai infinitas possibilidades de coisas a serem feitas e ideias a serem formadas ao longo do seu dia. Pensando nisso, eu que nem sou tão inteligente assim, cheguei a uma conclusão... tchã tchã tchã!  Nas belissimas palavras da minha excepcional vovó: FOCO, menino!

Se você se deixar levar, como a mulher no shopping sem a menor ideia do que quer, você vai continuar caminhando como o Zeca Pagodinho. Ahhh mas isso é bom, deixa a vida me levar! Sim, sim, eu não disse que é ruim, só que um dia você pode acabar parando e vendo a besteira que foi não ter sua vida sobre suas próprias rédeas.

Manipulação de ideias é a minha dica. Programe-se com um foco sempre maior do que você possa alcançar sem a idéia, e tenha a certeza que com o tempo ela surgirá. Muitas vezes uma ideia genial, surge num momento de descanso da mente, por isso é necessário o foco. 

Quanto mais a gente pensa sobre determinado assunto, mas a gente exercita o cérebro a desenvolver uma operação matemática mais complexa. Daí acaba por vir não só a boa ideia, mas com ela a felicidade e a sensação de harmonia com o mundo em que vivemos.

A humanidade é interessante, e as ideias são frutos da mente humana. Pense nisso, porque o segredo do sucesso na vida pode estar em ser o que você quer ser. E qual ideia você tem disso?


“A vida é como um espelho, quando sorrimos pra ela, ela sorri pra nós.” 
(Dito Popular)

domingo, 27 de março de 2011

E aí?


A rua estava inundada, enlameada, perdida no esquecimento de todos os que por lá não passavam. Umas dezenas de miúdos dirigiam-se para a escola… era mais um dia invernoso em que a imposição de aprender os obrigava a levantar da cama de manhãzinha, bem cedinho, ainda o dia não irrompera pelas trevas noturnas.

Agasalhados e munidos de guarda-chuvas atreviam-se a romper o frio à procura do saber. Uns faziam-no de livre vontade, mas a maior parte nem por isso. As botas escuras acastanhavam-se com a lama… a autarquia ainda não se lembrara da necessidade de pavimentar a rua.

Das dezenas de miúdos que se dirigiam para os edifícios da sapiência, um deles revolvia-se pela lama como um porco numa furda. Esquecido por todos os outros fora atirado ao chão por alguns deles. A roupa que a mãe lhe preparara com diligência conspurcava-se na terra barrenta. A face salpicada de sujidade parecia permanecer impassível, séria e fria, num sentimento de quem nada podia fazer para mudar o estado das coisas.

No entanto, não era bem o sentimento de impotência que o absorvia, mas sim a consciência de que as coisas eram assim e não valia a pena o trabalho de as tentar mudar. Ergueu-se como se nada se tivesse passado… a melhor forma de nos alhearmos do que nos humilha é fingir que essas coisas são nada. Verificou o estado da mochila… a sua preocupação centrava-se apenas na possibilidade da lama ter penetrado nos livros e nos seus cadernos de poesia… sim, porque para ele não valia a pena ter cadernos todos abonecados para as disciplinas. Talvez pouca coisa valha mesmo a pena… mas não querendo contrariar o adágio de um poeta coloco já aqui um ponto final neste assunto.

Isto no fundo é preguiça, mas decerto que todos compreendem os preguiçosos… se nada fazem, a possibilidade de fazerem coisas desagradáveis é bem menor.
Mais valia que estivéssemos todos quietos… mas toda a gente pensa que a vida se manifesta pelo movimento… enfim, andamos todos enganados e somos felizes com isso. Esquecia-me de referir que a possibilidade que causava a preocupação do miúdo não se realizou…

Quem conseguiu chegar até aqui na leitura ou é muito chato ou está realmente tentado a ser melhor e melhor a cada dia.
Faz assim óh, abre uma “nova aba” vai no google e digita “texto chato”, possivelmente o primeiro site que aparecer foi da onde saiu esse “texto” ai.

Por quê?

Primeiro passo, vencer a preguiça de ler um texto, mesmo que ele seja chato. Rompa a barreira do pré-conceito.

Segundo passo, esquecer a idéia de me socar e ler só mais duas coisas que eu tiro do coração pra finalizar:

1 – Siga o que você gosta de fazer.
2 – Mantenha contato com os amigos.

A vida passa, a vida é breve e, infelizmente, você nunca vai conseguir vencer os juros compostos.
Se você economizar uma quantia fixa aos vinte e seu irmão gêmeo, aos trinta, aos 65 anos você vai ter duas vezes mais dinheiro do que ele.

Isto também vale para o seu investimento em amor e carinho.
Nunca é muito tarde pra começar.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Hábito novo, vida nova!

Uma das coisas mais difíceis da vida é criar o tal do “hábito”.

Para começar a escrever esse blog eu demorei cerca de 6 meses só pensando no assunto. Não que eu seja lerdo, ou me falte uma pitada de motivação para colocar meus objetivos em ação, mas o principal motivo foi simplesmente o fato de que essa criação não era uma prioridade em minha vida naquele momento.

Assim como eu, existem milhões de pessoas espalhadas por esse “Brasilzão”, que têm uma idéia e as não coloca em prática. Mas o que me fez mudar de idéia? 
Bem, lendo um artigo sobre os homens mais poderosos do mundo, eu descobri que o atual presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, estudou em Harvard e juntamente com ele outros 6 presidentes desse mesmo país. Mas o que me chamou a atenção sobre Harvard foi que entre tais presidentes eleitos que lá já estudaram, estava, nada mais nada menos, que John Fitzgerald Kennedy, que pra mim é um dos poucos homens dignos de terem sua história de vida estudada. 

Resumidamente, o dito cujo do Kennedy, queria uma aproximação maior com a União Soviética e uma gradual desmilitarização, já que não via num choque entre as duas potências uma solução das desavenças, fato que desagradou a maior indústria de armamento do mundo, a própria indústria americana. 

Promovendo trocas de membros do alto-escalão do governo e da CIA, por julgá-los ultrapassados, foi um dos principais líderes mundiais do século XX e seus discursos gravados até hoje causam emoção ao serem vistos. O jovem presidente americano sabia utilizar o poder da mídia e tinha o dom da oratória
Acho que nem preciso falar que ele foi assassinado.

Ok. Mas o que isso tem haver com a minha mudança de idéia? 
Calma! Só pensa por enquanto...  Harvard, Harvard, Harvard...

Não parece estranho que uma universidade tenha tido como alunos, diversos dos homens mais poderosos do mundo? Não parece estranho tantos melhores estudarem no mesmo lugar?  Não. Não parece. Sabe por quê?! 

Porque isso já é habitual em Harvard, a busca pela excelência, pelo melhor. 

No filme The Social Network, dirigido por David Fincher, no qual conta a história da criação do site facebook, em uma das falas do diretor da Universidade de Harvard é citado que os alunos de Harvard buscam sempre novas idéia e algo que enriqueça a humanidade, preferindo se for preciso, criar um emprego que ainda não exista do que se sujeitar a um já existente.

Isso não é normal. Isso se chama superioridade. Isso se chama excelência.

Ok. Ok. Ok! esse blá blá blá todo é só pra dizer que nós capixabas, brasileiros, temos o poder de construir nosso futuro, através da reconstrução de hábitos e de linhas de pensamento.
E me parece que a idéia da criação do hábito é que você precisa se empurrar para a atividade algumas vezes, até que ela entranhe na sua cabeça.

Então prezados, a dica que fica é: ao invés de criarmos hábitos como ir dormir depois do almoço ou não perder um capítulo da novela das 8, tentemos ficar alguns finais de semana sem ir ao Triângulo e única e exclusivamente tirar o nosso tempo para investir numa atividade que ponha o nosso EU em primeiro lugar, daí vai ser fácil descobrir como ser uma pessoa melhor!